Subindo o Moriá

Eu queria tanto que quando o amor chegasse, fosse um sentimento lindo,
Que nos permitisse seguir sorrindo de mãos dadas em direção ao céu.
Sei que fostes testemunha, Senhor, de minha luta contra qualquer sentimento que viesse me afastar de Ti
No entanto aconteceu, e já não é mais um simples caso de opção… é uma BATALHA!
Se me chamas, Senhor, porque não também a ele (a)?
Minha causa entrego aos teus cuidados…
Sou frágil demais para decidir…
Tu, que me amaste a ponto de morrer por mim, que me levou a ser representante tua (teu)
Tu, para quem o futuro é um eterno presente…
Vê – Julga – Decide, não me obrigues a escolher!
Um senhor jamais consulta a vontade de sua escrava, apenas ordena:
Vai – Vem – Faça! Age comigo assim!
Mas, já que vês o meu interior, se me queres distante daquele (a) que me quer, lembra-te de que sou fraca.
Liberta-me, mas de um jeito que eu não venha a sofrer demais…
Não sei como isso pode ser feito, se ninguém consegue perder uma parte de si mesmo sem quase enlouquecer de dor.
Por isso, apelo ao teu poder, Senhor!
Se o (a) abandono, meu caminho se cobrirá de lágrimas e saudades.
Se eu fugir a sua ordem, jamais serei feliz… ninguém te desobedece sem pagar o preço.
Não apelo a tua justiça, porque nada mereço, à tua misericórdia entrego o meu Problema.
“Obedecer é melhor que sacrificar” é um bonito lema… mas, quando a obediência envolve um sacrifício, o que é preciso fazer?
Se eu pudesse unir: meu amor ao teu querer, minha paixão ao dever…
Trago como lenha meus sonhos, como holocausto meu amor, como esperança: “o Senhor Proverá”
Cada momento que passa, a escolha fica mais difícil…
Se tem que haver uma ferida que seja feita agora, que sejas Tu o autor, porque só Tu tens poder para fecha-la.
Não é fácil ir ao monte para sacrificar.
Posso sentir agora a profundidade de “Que seja feita a tua vontade” ao depor meu coração em teu altar.
Aceita-o, Jesus, faz-me uma benção. Um caminho para tua luz…
Que minha dor ajude aos que esperam em mim.
Que a renuncia tenha por fim trazer muitas almas aos teus pés
Jesus”.

Anúncios

“O cristianismo não é primariamente um sistema ético, um sistema de ritual, um sistema social, ou um sistema eclesiástico – ele é uma pessoa, ele é Jesus Cristo, e ser um cristão é conhecer a Jesus, é segui-lo e acreditar nEle.”

Jonh Stott

“Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.”

C. S. Lewis

Súplica de um Jovem

Senhor, seria ingênuo e ridículo,
Se não fosse tão sincero o anseio.
Mas a quem buscar, com este coração sensível,
Este corpo frágil, e esta alma que sonha,
Se não a ti que me conheces,
Pois que me fizeste?
Quero amar alguém, Senhor, mas alguém
Que me ajude a chegar cada vez mais perto de Ti.
Reconheci que a felicidade é relativa,
E proporcional à proximidade Tua.
De que me aproveita ser admirada, querida
por alguém que não te conhece,
que não te reconhece como Senhor,
e amigo verdadeiro?
Quero ser para aquele que te peço,
Uma das demais coisas que lhe acrescentas,
Porque antes te buscou primeiro.
Quero um amor tão forte e duradouro
Como uma prova que de Ti desceu.
Capaz de compensar minha fragilidade,
Que, tendo como meta a eternidade,
Já na terra seja um pedaço de céu.
Não te peço um Davi de Miguel Ângelo,
Nem um César com poder na mão:
Peço-te um homem verdadeiro,
que eu possa chamar de “companheiro.”
que antes de esposo seja meu irmão.
Quero alguém que eu admire tanto
E que saiba tanto se fazer amar,
Que eu não me importe de diminuir
Para fazer grande o comum porvir
Do qual eu me orgulhe de participar.
Quero-o de joelhos diante de Ti,
Mas de pé diante do mundo cruel.
Que nada tema senão te ofender,
Que nada busque senão Teu querer,
Nos dias de hoje, um outro Daniel !

Dizer Adeus

Noite fria
Noite vazia
Eu,sem você pra me abraçar
Sozinho no silêncio da noite
fico a chorar por você
Que não vai voltar
por que foste assim
sem me dizer:
ADEUS
meu sentimento se apagou
minha razão me deixou
Estou só
sem você
estou só
sem você
por que foste assim
sem me dizer:
ADEUS
(IN MEMORIAM)
Dedicada à KELVIN meu irmãozinho que a vida tão cedo o levou.

Há um Deus em Tua Vida

Quando te vejo tão acomodado ao mundo
que te cerca,
como a água tomando a forma do vaso
que a contém,
eu me lembro de um Rei coroado de espinhos,
arrastando uma cruz pelos caminhos,
pelas ruas de Jerusalém.

Quando te vejo tão preocupado com rótulos
e comodidades,
tão desejoso de aparecer,
eu me lembro de um jovem-Deus perdido no deserto,
onde só feras e anjos O podiam ver.

Um jovem-Deus que te entregou um dia
o privilégio da Grande Comissão,
o Qual negas com tua covardia,
sucumbindo a promessas
que te falam à carne e ao coração.

Quando te vejo tão ocupado em construir
celeiros,
ajuntando fortunas que o ladrão pode roubar,
eu me lembro de um Deus caído sob tuas culpas
sem o conforto de uma pedra para repousar.

Quando te vejo conivente com aquilo
que Ele aborrece,
ao ponto de ocultar a Herança que Ele te legou,
pergunto: Seria falsa a promessa que fizeste
ou o amor que tu Lhe tinhas era pouco
e se acabou?

Onde está teu grito de protesto,
que já não escuto?
Tua atitude de inconformação?
Será que te esqueceste do santo compromisso
ou te parece pouco o privilégio da tua missão?

Por que tremes diante do mundo,
temendo por valores que só servem aqui?
Será que Cristo te escolheu em vão
ou será que já não existe um Deus
dentro de ti?

Tu estás no mundo, mas não és do mundo.
Não escolheste – foste escolhido.
Por que te encolhes ao ponto
de seres grande pelo padrão dos homens,
comprometendo tua autoridade
de condenar um mundo corrompido?

Foste escolhido para uma missão tão grande
que nem a anjos foi dada a executar:
não te assustem ameaças,
não te seduzam promessas,
numa obra eterna, é melhor morrer do que negar.

Lembra-te que há um Deus em tua vida
que os teus atos devem glorificar

O Crepitar das flores

Entre a furia das chamas
As flores crepitam
Corpos judeus sem alma
Bocas que já não gritam

São flores semeadas
No vasto cósmo da vida
Porém da Terra arrancadas
Devido a apátrida vida

Lançadas ao fogo ardente
São reduzidas à cinzas
Que caem do céu calmamente
Sobre os excelentissímos nazistas

O véu escuro da morte
Cobre os olhos do indigente
O dia se torna noite
E separa corpo e mente

A alma é arrancadaa força
Dos corpos de seis milhões de judeus
Resta apenas a carcaça
Daqueles injustiçados hebreus

Espécie imperfeita de flor
Raça considerada inferior
Povo judeu sem valor
Vitimas perseguidas pelo horror

Horror de um inferno
Terceiro Imperio denominado
Liderado por Hitler soberano
O Lúcifer encarnado

Atroz monstruosidade inaceitável
Raça levada ao genocídio
Como se a perfeição fosse justíficável
E a solução final, o extermínio


Eu, cheio de preconceitos, racista
Eu com falsos conceitos, neonazista
Eu detestando negros
Eu, sem coração.
Eu, perdido num coreto gritando, separação.

Eu, você, nós, nós todos cheios de preconceitos,
fugindo como se eles carregassem lodo,
lodo na cor, e com petulância, arrogância, afastando a pele irmã.

Mas estou pensando agora, e quando chegar minha hora?
Meu DEUS, se eu morresse amanhã de manhã,
numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas…

Se eu chegasse lá e um porteiro manco como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta?
E eu reparasse sua vista torta, igual aquela que eu critiquei,
se a sua mão tateasse pelo trinco, como as mãos do cego que não ajudei,

se a porta rangesse, chorando choros que provoquei?
Se uma criança me tomasse pela mão, criança como aquela que não embalei,
e me levasse pôr um corredor florido, colorido como as flores que jamais dei,

se eu sentisse o chão frio como dos presídios que não visitei,
se eu visse as paredes caindo como das creches e asilos que não ajudei,
e se a criança tirasse corpos do caminho,

corpos que não levantei dando desculpa que eram bêbados,
mas eram epilépticos; que era vagabundagem, mas era fome.
Meu DEUS! Agora me assusta pronunciar seu nome.

E se mais pra frente a criança cobrisse o corpo nu da prostituta que eu usei,
ou do moribundo que não olhei, ou da velha que não respeitei, ou da mãe que não amei?
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,

Porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e deixei lá,
eu só dei desgosto, e no fim do corredor o início da decepção.
Que raiva, que desespero,
Se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
o maldito funcionário, e até o padeiro, todos sorrindo não sei do que.
Ah! sei sim, rindo da minha decepção.
DEUS, não está vestido de ouro? Mas como? Está num simples trono?

Simples como não fui, humilde como não sou?
DEUS decepção, DEUS na cor que eu não queria…
Deus cara a cara, face a face, sem aquela imponente classe…..

DEUS simples…DEUS NEGRO.
DEUS NEGRO?
E eu racista, egoísta, e agora?

Na terra só persegui os pretos, não aluguei casa, não apertei a mão…
Meu DEUS, você é negro? Que desilusão!, será que vai me dar uma morada?,
será que vai apertar minha mão? Que nada. Meu DEUS você é negro?

Que decepção!… não dei emprego, virei o rosto, e agora?
Será que vai me dar um canto? Vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei?

Deus, eu não podia adivinhar.
Porque você se fez assim? Porque se fez preto?
Preto como o engraxate, aquele que expulsei da frente de casa?

DEUS, pregaram você na cruz e você me pregou uma peça….
e eu me esforcei a beça em tantas coisas e cheguei até em pensar em AMOR….
mas nunca, nunca pensei em adivinhar sua cor.

Deus Negro

Criação

“Os homens tornaram-se cientistas porque esperavam encontrar lei na natureza, e esperavam encontrar lei na natureza porque criam num Legislador.”

“Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda a evolução do Homem foi um acidente também. Se é assim, então todos nossos pensamentos atuais são meros acidentes – o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles – isto é, do Materialismo e da Astronomia – são meros subprodutos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros? Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite derramado no chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e por que é que ela caiu.”

C.S Lewis

Ser Cristão

Reflexão de Eduado Mano na qual expressa de forma simples o que é ser cristão. Concordo ele.
………………………………………………………………………………………………………………

Eu tenho um problema com o termo “crente”, e ainda com o termo “evangélico”. Embora eles sirvam (e servem) para categorizar parte daquilo que sou e creio, ainda é incompleto. Há um tempo que eu prefiro o termo cristão. O problema é que um monte dos “anarquistas de igrejas” ou dos “revolucionários” também utiliza o termo. Só que tanto neles quanto em mim, vejo ações e palavras que são diametralmente opostas àquelas propostas por Cristo. Por isso, vamos a um pequeno e rápido estudo do termo Cristão.

O termo Cristão aparece 3 vezes no Novo Testamento, em Atos 11.26; 26.28 e em I Pedro 4:16. Ele siginifca, essêncialmente, “pequeno Cristo”, tamanha era a identificação dos primeiros discípulos com o Mestre. Esse termo foi usado como um apelido, do povo, aos grupos que se reuniam nas casas. A partir de então, todo seguidor de Cristo passou a ser chamado de Cristão.

Mas veja que coisa: o apelido vem por associação. Chama-se de cristão aquele que imita a Jesus, que anda como Jesus, que faz as coisas como Jesus faria (dadas as devidas circunstâncias, claro). Após 2000 e poucos anos, em especial no interior do Brasil, um outro termo era utilizado para definir aqueles que serviam a Jesus: os bíblias. Os bíblias era conhecidos das cidades pequenas. Conhecidos por serem pais rigorosos com seus filhos, que cuidavam de sua educação. Conhecidos por serem fiéis às suas esposas. Conhecidos – vejam só – por serem bons pagadores de dívidas, e por terem crédito em qualquer loja das cidades.

Hoje eu olho para mim, e olho para a verborragia de muitos twiteiros de igreja, e vejo que de Cristão de verdade, temos é nada. Somos violentos, e não pacíficos. Somos infiéis e egoístas, e não fiéis e altruistas. Somos egocêntricos e damos pouca atenção à necessidade do próximo. É dito que o “amor é um movimento”, mas muitas vezes esse movimento é realizado debaixo de lençóis, em camas que pertencem a outros, ou que não deveriam pertencer a ninguém no momento. “Cristãos” hedonistas que fazem tudo pelo prazer, seja ele qual for, memos o prazer em Deus. “Cristãos” niilistas, desejando aniquilar a ordem e instaurar o caos, como se quisessem construir uma nova história abrindo mão de toda a história.

Passamos boa parte da semana nos preocupando apenas com nossos interesses, e quando buscamos a Deus é para pedir a Ele que conceda ainda mais interesses, conceda desejos que nem perguntamos a Ele se deveriam estar em nossos corações. Na tentativa de tirá-Lo da “caixa”(como se pudéssemos condicionar o infinito a uma), transformamos o Santo dos santos em um amuleto, e passamos a criticar aqueles que fazem a mesma coisa apenas de forma mais discarada.

Passamos a enfatizar dois dos maravilhosos atributos de Deus, Sua Graça e Seu amor, desconsiderando todos os outros, como se pudéssemos partimentalizar o indivisível. Rimos quando pentecostais clássicos dizem que “Deus é amor mas é justiça”, e nos esquecemos que é bem por aí mesmo, e mais: Ele é todo amor, todo Graça, todo misericórdia, todo justiça, todo ira. Como disse Jó à sua esposa em Jó 2.10, “receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?”. Durmamos com um barulho destes.

Mas tudo na vida é uma questão de posicionamento. Eu, pensando no (pouco) que conheço a respeito de Deus e naquilo (tanto) que Ele tem feito por mim, vejo que eu preciso abrir mão de atitudes em minha vida. Preciso viver uma vida que honre e dignifique a Deus, daquele de quem não somos dignos de amarrar as sandálias. Viver um pouco do que diz aquela velha canção, “a começar em mim, quebra corações”.

Não sei onde isso vai dar, mas Deus, que não dá ponto sem nó, sabe.

A Ele, e somente a Ele, toda honra e glória.

Eduardo Mano