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Humildade e Mansidão: Aspectos do caráter de Cristo

Nos dias atuais, a humanidade passa por uma profunda crise de identidade moral e principalmente, espiritual. Uma sociedade em que cada vez mais pautada no imediatismo das coisas, onde a resolução de nossos problemas está ao alcance de um clique, seja de um botão de controle remoto, ou de um teclado de um computador, como estou fazendo, esquecemos muitas vezes, do essencial em nossas vidas, a presença de Cristo Jesus.

O Caráter de Jesus, apresenta dois aspectos em que cada vez mais, a humanidade está se esquecendo deles, que são: a Humildade e a Mansidão. Como vemos em Mateus 11:28-30, pois Ele é manso e humilde de  coração e é lá que achamos descanso para as nossas almas tão cansadas e surradas com o passar do tempo.

O apóstolo Paulo em sua epístola aos Gálatas no capitulo 5:22-23, nos fala sobre os frutos do Espirito Santo, dentre eles estão a Mansidão e a Humildade, destacando que contra esses frutos, não exite Lei que derrube, sendo as mesmas imutáveis no Espírito, daí podermos deduzir que Cristo tem esse aspecto espiritual.

Temos, como Cristãos, que combater a soberba em nossos corações, uma vez que a mesma precede a ruina, e a altivez do espirito, a queda (Proverbios: 16:18), tais sentimentos nos afastam de Deus, e contribuem para nossa destruição particular, enquanto seres humanos, e coletiva, enquanto formadores de uma sociedade.

Em Gálatas 6:3, o referido apóstolo destaca que ¨Porque, se alguém se julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana¨, falando da necessidade de nossas lutas e valorizando a ajuda mutua, que o Cristão deve exercer em casa, na Igreja, na Faculdade, no trabalho, na rua, ou seja em todos os lugares devemos ter uma atitude digna e descente a tal ponto de sermos chamados de Cristãos.

Assim sendo não devemos nos enganar com a Passividade em relação à vida, pois a mesma nos leva a hipocrísia, a ignorância, a insensibilidade, pois tais coisas nos afastam de Deus.Se tivermos a Humildade e a Mansidão de Espirito, teremos armas para pisarmos a cabeça da serpente, que é Satanás, e assim podermos derrotá-lo.

Por isso devemos, procurar a Cristo em todos os momentos de nossas vidas, para que tenhamos um melhor relacionamento com esse Deus, que cada vez mais necessitamos de sua presença em nossas vidas, para enfim termos uma vida rica desses Frutos do Espirito Santo. Em nome de Jesus! Amém!

 

Thiago  Cabral
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“O cristianismo não é primariamente um sistema ético, um sistema de ritual, um sistema social, ou um sistema eclesiástico – ele é uma pessoa, ele é Jesus Cristo, e ser um cristão é conhecer a Jesus, é segui-lo e acreditar nEle.”

Jonh Stott

“Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.”

C. S. Lewis

Criação

“Os homens tornaram-se cientistas porque esperavam encontrar lei na natureza, e esperavam encontrar lei na natureza porque criam num Legislador.”

“Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda a evolução do Homem foi um acidente também. Se é assim, então todos nossos pensamentos atuais são meros acidentes – o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles – isto é, do Materialismo e da Astronomia – são meros subprodutos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros? Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite derramado no chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e por que é que ela caiu.”

C.S Lewis

Ser Cristão

Reflexão de Eduado Mano na qual expressa de forma simples o que é ser cristão. Concordo ele.
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Eu tenho um problema com o termo “crente”, e ainda com o termo “evangélico”. Embora eles sirvam (e servem) para categorizar parte daquilo que sou e creio, ainda é incompleto. Há um tempo que eu prefiro o termo cristão. O problema é que um monte dos “anarquistas de igrejas” ou dos “revolucionários” também utiliza o termo. Só que tanto neles quanto em mim, vejo ações e palavras que são diametralmente opostas àquelas propostas por Cristo. Por isso, vamos a um pequeno e rápido estudo do termo Cristão.

O termo Cristão aparece 3 vezes no Novo Testamento, em Atos 11.26; 26.28 e em I Pedro 4:16. Ele siginifca, essêncialmente, “pequeno Cristo”, tamanha era a identificação dos primeiros discípulos com o Mestre. Esse termo foi usado como um apelido, do povo, aos grupos que se reuniam nas casas. A partir de então, todo seguidor de Cristo passou a ser chamado de Cristão.

Mas veja que coisa: o apelido vem por associação. Chama-se de cristão aquele que imita a Jesus, que anda como Jesus, que faz as coisas como Jesus faria (dadas as devidas circunstâncias, claro). Após 2000 e poucos anos, em especial no interior do Brasil, um outro termo era utilizado para definir aqueles que serviam a Jesus: os bíblias. Os bíblias era conhecidos das cidades pequenas. Conhecidos por serem pais rigorosos com seus filhos, que cuidavam de sua educação. Conhecidos por serem fiéis às suas esposas. Conhecidos – vejam só – por serem bons pagadores de dívidas, e por terem crédito em qualquer loja das cidades.

Hoje eu olho para mim, e olho para a verborragia de muitos twiteiros de igreja, e vejo que de Cristão de verdade, temos é nada. Somos violentos, e não pacíficos. Somos infiéis e egoístas, e não fiéis e altruistas. Somos egocêntricos e damos pouca atenção à necessidade do próximo. É dito que o “amor é um movimento”, mas muitas vezes esse movimento é realizado debaixo de lençóis, em camas que pertencem a outros, ou que não deveriam pertencer a ninguém no momento. “Cristãos” hedonistas que fazem tudo pelo prazer, seja ele qual for, memos o prazer em Deus. “Cristãos” niilistas, desejando aniquilar a ordem e instaurar o caos, como se quisessem construir uma nova história abrindo mão de toda a história.

Passamos boa parte da semana nos preocupando apenas com nossos interesses, e quando buscamos a Deus é para pedir a Ele que conceda ainda mais interesses, conceda desejos que nem perguntamos a Ele se deveriam estar em nossos corações. Na tentativa de tirá-Lo da “caixa”(como se pudéssemos condicionar o infinito a uma), transformamos o Santo dos santos em um amuleto, e passamos a criticar aqueles que fazem a mesma coisa apenas de forma mais discarada.

Passamos a enfatizar dois dos maravilhosos atributos de Deus, Sua Graça e Seu amor, desconsiderando todos os outros, como se pudéssemos partimentalizar o indivisível. Rimos quando pentecostais clássicos dizem que “Deus é amor mas é justiça”, e nos esquecemos que é bem por aí mesmo, e mais: Ele é todo amor, todo Graça, todo misericórdia, todo justiça, todo ira. Como disse Jó à sua esposa em Jó 2.10, “receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?”. Durmamos com um barulho destes.

Mas tudo na vida é uma questão de posicionamento. Eu, pensando no (pouco) que conheço a respeito de Deus e naquilo (tanto) que Ele tem feito por mim, vejo que eu preciso abrir mão de atitudes em minha vida. Preciso viver uma vida que honre e dignifique a Deus, daquele de quem não somos dignos de amarrar as sandálias. Viver um pouco do que diz aquela velha canção, “a começar em mim, quebra corações”.

Não sei onde isso vai dar, mas Deus, que não dá ponto sem nó, sabe.

A Ele, e somente a Ele, toda honra e glória.

Eduardo Mano